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	<title>Arquivos Tião Carreiro - Viola Caipira</title>
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		<title>&#8220;Luar do Sertão&#8221; recebe Guito, o Tibério de Pantanal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gerson]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 22:10:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O &#8220;Luar do Sertão&#8221; desta terça-feira (21/10), às 19h30, terá a participação do cantor e ator mineiro Guito. O artista se tornou nacionalmente conhecido por interpretar o personagem Tibério, da novela Pantanal. No programa da TV Aparecida, ele também vai mostrar seu lado musical e contar sua história com a viola para Padre Paulinho. Cantor e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O &#8220;Luar do Sertão&#8221; desta terça-feira (21/10), às 19h30, terá a participação do cantor e ator mineiro Guito. O artista se tornou nacionalmente conhecido por interpretar o personagem Tibério, da novela Pantanal. No programa da <b>TV Aparecida</b>, ele também vai mostrar seu lado musical e contar sua história com a viola para Padre Paulinho.</p>
<p>Cantor e violeiro desde 2004, Guito tem 39 anos e mora na cidade de Araxá (MG). Ele é um artista independente, que percorre o Brasil promovendo um estilo de vida simples, que remete ao interior e à natureza.</p>
<p>Guito toca violão, viola caipira, gaitas e faz a percussão em sua mala-bumbo e meia lua. Sua música tem um estilo folk, que agrega uma sonoridade tipicamente caipira da viola de 10 cordas, e também reflete traços populares e eruditos.</p>
<p>As principais referências de Guito são o grupo americano Dave Matthews Band, Bob Dylan e os cantores brasileiros Tião Carreiro, Almir Sater e Renato Teixeira. Seu último lançamento foi um DVD, com um show ao vivo gravado na cidade de Carrancas.</p>
<p>Além de cantar suas músicas autorais, Guito também vai falar no programa sobre sua viola de dois braços.</p>
<p>&#8220;Luar do Sertão&#8221;, terça-feira, às 19h30</p>
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		<title>Edu Santa Fé é atração do &#8220;Aparecida Sertaneja&#8221; nesta segunda-feira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gerson]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Apr 2023 21:50:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mariangela Zan receberá convidados especiais no palco do &#8220;Aparecida Sertaneja&#8221; desta segunda-feira (24/4), às 19h30. Entre as atrações estarão Edu Santa Fé, o radialista Eli Corrêa e o grupo Br&#8217;oz, que completa 20 anos de carreira, cantará os seus sucessos. No &#8220;Quadro Tião Carreiro&#8221; do programa da TV Aparecida estará Edu Santa Fé. Instrumentista, ele toca viola, violão, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div dir="ltr">Mariangela Zan receberá convidados especiais no palco do &#8220;Aparecida Sertaneja&#8221; desta segunda-feira (24/4), às 19h30. Entre as atrações estarão Edu Santa Fé, o radialista Eli Corrêa e o grupo Br&#8217;oz, que completa 20 anos de carreira, cantará os seus sucessos.</div>
<div dir="ltr"></div>
<div dir="ltr">No &#8220;Quadro Tião Carreiro&#8221; do programa da <b>TV Aparecida</b> estará Edu Santa Fé. Instrumentista, ele toca viola, violão, gaita e guitarra, e tem como influências musicais do sertanejo raiz, artistas como Sérgio Reis, Almir Sater, Renato Teixeira e Tonico e Tinoco. Edu foi até a semifinal do programa The Voice Brasil, de 2015, na TV Globo.</div>
<div dir="ltr">Também no programa o Br’oz &#8211; que surgiu em 2003 no reality musical &#8220;Popstar&#8221;, do SBT &#8211; vai relembrar seus hits. O grupo estourou nacionalmente com a música &#8220;Prometida&#8221;, que ficou oito semanas consecutivas em 1º lugar no país. A trupe ganhou disco de ouro e platina e vendeu mais de 550 mil cópias do álbum de estreia. Em 2005, o grupo deu uma parada, mas voltou em 2016. A atual formação do Br&#8217;oz é com André, Jhean, Matheus e Oscar.E para o &#8220;Quadro Você Faz História&#8221; desta semana, o homenageado é Eli Corrêa, uma das maiores vozes do rádio brasileiro. Com mais de 50 anos de carreira, ele é conhecido pelo bordão &#8220;Oiiiii, gente!&#8221; e como &#8220;o homem sorriso do rádio&#8221;. Ele iniciou a carreira na cidade de Barra Bonita (SP) e depois foi para São Paulo, em 1972, onde estreou na Rádio São Paulo. Também atuou nas rádios Tupi, Record, Globo, América e Top FM. Atualmente na Rádio Capital, onde trabalha desde 2001, Eli consolidou sua carreira.</div>
<div dir="ltr">Outra atração é Thalita Pertuzatti, cantora carioca que tem uma caminhada expressiva na música. Ela foi vencedora do concurso do programa Raul Gil, em 2009. Também participou do programa Astros (SBT) e foi finalista do The Voice Brasil (TV Globo), em 2016. Thalita tem um extenso currículo artístico, atualmente está à frente do espetáculo &#8220;Whitney Houston Forever&#8221;, onde interpreta a diva norte-americana, e está se apresentando por todo Brasil.</div>
<div dir="ltr"></div>
<div dir="ltr">Fechando as presenças subirá ao palco do &#8220;Aparecida Sertaneja&#8221; Surraila Violeira, cantora e violeira de 17 anos, natural de Pindamonhangaba (SP), e que ama a música sertaneja raiz.</div>
<div dir="ltr">&#8220;Aparecida Sertaneja&#8221;, segunda-feira, às 19h30</div>
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		<title>Rádio Cultura Brasil estreia Viola, Violeiros e Cia, com a Música Sertaneja Tradicional e Renovada</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2021 12:55:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>BRUNA VIOLA, MARY DE AS GALVÃO E JOSÉ HAMILTON RIBEIRO DO GLOBO RURAL SÃO ALGUNS DOS CONVIDADOS DO PROGRAMA DIÁRIO, APRESENTADO POR ALOISIO MILANI A Rádio Cultura Brasil estreia no próximo domingo, dia 5 de setembro, o Viola, Violeiros e Cia, que dará espaço, diariamente, ao repertório caipira e sertanejo. No ar das 6h às [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p dir="auto">BRUNA VIOLA, MARY DE AS GALVÃO E JOSÉ HAMILTON RIBEIRO DO GLOBO RURAL SÃO ALGUNS DOS CONVIDADOS DO PROGRAMA DIÁRIO, APRESENTADO POR ALOISIO MILANI</p>
</blockquote>
<p dir="auto">A Rádio Cultura Brasil estreia no próximo domingo, dia 5 de setembro, o Viola, Violeiros e Cia, que dará espaço, diariamente, ao repertório caipira e sertanejo. No ar das 6h às 7h, o programa vai tocar as músicas dos novos talentos e dos mestres da música caipira, junto a depoimentos, entrevistas e informações sobre o gênero. A apresentação é do jornalista Aloisio Milani, que integrou a produção do Viola, Minha Viola, da TV Cultura, e desenvolve projetos de preservação do acervo pessoal de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Inezita_Barroso" target="_blank" rel="noopener">Inezita Barroso</a>.</p>
<p dir="auto">Viola, Violeiros e Cia busca as diferentes matizes e vertentes da música de raiz feita a partir da viola e do cantar caipira. Nessa trilha violeira, a busca é juntar o repertório tradicional que foi feito pelos patriarcas do gênero – como Raul Torres, Tonico e Tinoco, e Teddy Vieira –, os mestres violeiros e cantadores – como Tião Carreiro, Almir Sater, Inezita Barroso, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=uBV3fArMI1I" target="_blank" rel="noopener">As Galvão</a> –, e as gerações atuais, que continuam a produzir em alta qualidade.</p>
<p dir="auto">&#8220;O repertório feito com viola, violão, vozes e os instrumentos-irmãos no gênero mescla o que se ouvia nos rádios valvulados ou de pilha até os EPs hoje lançados nas plataformas digitais. Há uma troca de referências entre eles, inclusive. Atualmente, a viola também se mistura com ritmos modernos. Buscaremos a interface com a música raiz e todo esse campo instrumental que forma o panorama contemporâneo&#8221;, diz Aloisio Milani.</p>
<p dir="auto">Para o diretor da Rádio Cultura Brasil, Alexandre Tondella, o programa dialoga com uma tradição da emissora. &#8220;A rádio já teve na faixa matutina Muibo Cury e Inezita Barroso. Isso tem a ver com nosso DNA. Essa faixa é importante para dialogarmos com a diversidade da música brasileira, nossa missão principal&#8221;, explica.</p>
<p dir="auto">Na semana de estreia, artistas e personalidades dão depoimentos e indicam músicas com uma ligação com a história delas. Entre eles, Mary, da dupla As Galvão; José Hamilton Ribeiro, pesquisador de música caipira e jornalista do Globo Rural; Edna Barbosa, da dupla Irmãs Barbosa; Marta Barroso, filha de Inezita Barroso; Paulo Freire, violeiro; Roberto Correa, violeiro; Craveiro e Cravinho, uma das duplas veteranas; e Bruna Viola, violeira.</p>
<p dir="auto">A história do Viola, Minha Viola também ganha um espaço na estreia. Áudios de gravações e encontros marcantes do acervo da televisão também estarão na rádio em um quadro exclusivo. Muitas músicas, inclusive, foram apresentadas de maneira inédita na TV e vão compor esse panorama musical caipira que será transmitido diariamente pela Rádio Cultura Brasil. É o caso de Boiada Cuiabana, com Mayck e Lyan, e Nelore Valente, com Daniel e Rick.</p>
<p dir="auto">Para o mês de estreia, ainda será veiculado um quadro temático com um mapeamento atual da viola em São Paulo feito pelo professor e violeiro Ivan Vilela em dois discos lançados em 2018 e 2021. Também haverá espaço para histórias curiosas sobre os primeiros fonogramas de composições que viraram hits sertanejos, como Tocando em Frente, de Almir Sater e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=dGOphYs0ZAo" target="_blank" rel="noopener">Renato Teixeira</a>, e Seu Amor Ainda é Tudo, de Moacyr Franco.</p>
<p dir="auto">A composição que gerou as vinhetas utilizadas no programa é do músico Neymar Dias. Inspirada no ritmos populares do instrumentos, Neymar imprimiu ingredientes modernos para o toque de viola. O músico tocou duas violas, um violão e um baixo elétrico ao compor a trilha inédita para a Rádio Cultura Brasil.</p>
<p dir="auto">Viola, Violeiros e Cia.<br />
Apresentação: <a href="https://aloisiomilani.wordpress.com/" target="_blank" rel="noopener">Aloisio Milani</a><br />
Diariamente, às 6h, na <a href="https://cultura.uol.com.br/radio/" target="_blank" rel="noopener">Rádio Cultura Brasil</a> (FM 77,9, AM 1200 e app Cultura Digital)</p>
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		<title>Tião Carreiro, um violeiro Rock and Roll &#8211; Yassir Chediak</title>
		<link>https://www.violacaipira.com.br/music/cultura/tiao-carreiro-um-violeiro-rock-and-roll-yassir-chediak/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2020 19:51:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando conheci Tião Carreiro fiquei impressionado com seus ponteados de viola caipira, sua bela agressividade e força musical e seu talento. Logo o associei aos grandes mestres do blues dos Estados Unidos, amados por tantos artistas mundo afora. Como sempre gostei do Rock e das raízes brasileiras, me senti na obrigação de gravar este grande [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Quando conheci Tião Carreiro fiquei impressionado com seus ponteados de viola caipira, sua bela agressividade e força musical e seu talento. Logo o associei aos grandes mestres do blues dos Estados Unidos, amados por tantos artistas mundo afora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como sempre gostei do Rock e das raízes brasileiras, me senti na obrigação de gravar este grande artista da nossa cultura popular, da viola. Estava planejando meu primeiro álbum e perguntei a opinião de produtores, agentes de gravadoras e músicos em geral e quase todos foram unânimes: “A época de Tião Carreiro!”. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Pra mim foi um balde de água fria mas, teimoso que sou, decidi ir em frente e gravar uma música do Mestre.  </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Passei semanas ouvindo seus LPs &#8211; tenho uma coleção muito grande de discos do Tião, um dia contarei como comprei todos em uma tacada só. Não foi fácil selecionar apenas uma de suas canções mas quando ouvi “Chora Viola”, (Tião Carreiro e Lourival dos Santos), decidi que erra aquela. Iria gravá-la. É uma música que me representa, tem o som da viola, o som brasileiro, o som do sertão de Guimarães Rosa que dizia: “Eu queria estar estâncias dos violeiros que tocam o sentimento geral.”. Chora Viola representava o sentimento geral de todos nós que amamos a música desta terra.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Fomos para o estúdio, eu e o Maestro Caixote. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Quando disse para ele que deveríamos colocar uma guitarra elétrica na música ele relutou, mas conversamos e ele acabou concordando. Fizemos o arranjo e por último veio a guitarra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caixote queria que o som da guitarra fosse suave, quase nem aparecendo, mas não era esta a minha ideia. Por fim, como ele era o produtor e eu um garoto inexperiente em gravações de estúdio, acabei cedendo. Começamos a gravar a guitarra e naquele momento o maestro foi chamado para uma reunião de emergência fora do estúdio. Estava aí a minha oportunidade de distorcer os sons da guitarra e foi o que fiz. Deixei o guitarrista Paulinho Resende gritar a guitarra, quase num duelo com a viola que obviamente sairia vencedora. Quando Caixote voltou sua reação foi bem engraçada: “Pô Yassir, te deixei sozinho e você bagunçou a música?”. É claro que ele não tinha ouvido, mas depois da audição deu um sorriso e finalizou: “Ficou diferente, muito bom.”.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Depois da gravação mostrei o resultado para a Alex Marli, filha do rei do pagode e imediatamente fui aprovado, ela adorou a leitura inovadora, pois a essência da viola e da música não foram distorcidas. Em seguida a música também foi elogiada pelo grande amigo do Tião, Chicão Pereira. Me senti orgulhoso, não apenas por ter conseguido realizar o sonho de gravar uma canção de um ídolo, mas por ter conseguido inovar e ser o primeiro a colocar guitarras com violas na música de Tião Carreiro, o Deus Carrancudo da nossa música. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><a href="http://www.deezer.com/track/959377922" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Para ouvir &#8220;Chora Viola com guitarra&#8221; pelo Deezer clique aqui</a><br />
<a href="https://open.spotify.com/track/5hF7WTDSYD0ssw3Tc95Vrr?si=45QJ7U_vSdmfuvUH7BQclA" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Para ouvir Chora Viola com guitarra&#8221; pelo Spotify clique aqui!</a></span></p>
<p><em>A viola caipira é uma paixão nacional e aqui no site você encontrará o melhor conteúdo já produzido para o instrumento. Nosso material é uma pesquisa minuciosa do violeiro Yassir Chediak. Não deixe de seguir suas redes sociais.</em></p>
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		<title>Homenagem a Tião Carreiro</title>
		<link>https://www.violacaipira.com.br/music/cultura/homenagem-a-tiao-carreiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Sep 2016 17:56:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Sertão  &#8211;  se diz  -, o senhor querendo procurar, nunca encontra.  De repente, por si, quando a gente não espera, o sertão vem”, disse Guimarães Rosa.  E é desse sertão roseano, brasileiro, universal, que brotou  &#8211; e brota – a música de TIÃO CARREIRO, o “Deus carrancudo”, como o chamavam seus amigos. Seu instrumento, a Viola Caipira, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-indent: 35.4pt; background: white; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: left; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; word-spacing: 0px;"><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">“Sertão  &#8211;  se diz  -, o senhor querendo procurar, nunca encontra.  De repente, por si, quando a gente não espera, o sertão vem”, disse Guimarães Rosa.  E é desse sertão roseano, brasileiro, universal, que brotou  &#8211; e brota – a música de<span class="apple-converted-space"> </span><b>TIÃO CARREIRO,<span class="apple-converted-space"> </span></b>o “Deus carrancudo”, como o chamavam seus amigos.</span></p>
<p><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">Seu instrumento, a Viola Caipira, é o que há de mais genuíno na nossa música e seus toques e ponteados são os ecos de uma cultura imortal que nasce do coração e no coração do Brasil.</span></p>
<p><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">Em seu livro<span class="apple-converted-space"> </span><b>VIOLA CAIPIRA<span class="apple-converted-space"> </span></b>Roberto Nunes Corrêa nos conta um pouco de sua história entre nós, dizendo<b>:<span class="apple-converted-space"> </span></b>“A viola foi introduzida no Brasil, no período da colonização, pelos jesuítas e colonos portugueses.  Aqui, em contato com outras culturas, principalmente a indígena e a africana, ela adquiriu características próprias, condizentes com cada região, e com o grau de intensidade desta miscigenação.”</span></p>
<p><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">São estas características que fazem dela um instrumento genuinamente brasileiro e, podemos dizer, até mesmo regional, no sentido de existir tipos de violas diferentes em regiões diferentes como, por exemplo, a viola de cocho, a viola de cabaça e a de buriti, et., ctc. E é bom lembrar que existem também violas com diferentes números de cordas e com diversas afinações.</span></p>
<p><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">A viola, é um grande amor do povo brasileiro.  É comum em qualquer cidade, seja do interior ou nas grandes capitais, vermos grupos, ou pessoas isoladas,  perpetuando a grande arte de<span class="apple-converted-space"> </span><b>Tião Carreiro</b><span class="apple-converted-space"> </span>com a devoção religiosa que têm os verdadeiros artistas do povo.</span></p>
<p><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">E essa devoção se explica<b>:</b><span class="apple-converted-space"> </span><b>Tião Carreiro<span class="apple-converted-space"> </span></b>consagrou a música do Sertão, dando a ela uma dimensão clássica, tornando-a conhecida nacional e internacionalmente.  Por isto estamos prestando a ele esta homenagem. Para preservar a memória deste violeiro que Rosa Nepomuceno, em seu livro “Música Caipira, da roça ao rodeio”, considerou  “&#8230;<i>o mais famoso, o que deixou mais admiradores, o que nunca foi esquecido.”</i></span></p>
<p><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">Sua música, às vezes triste, às vezes cômica, às vezes crítica, forma um imenso painel desse Brasil que, durante muitos anos, deu as costas para o interior e que agora descobre que atrás de cada montanha, dentro de cada fábrica, nas ruas de cada cidade, no coração de cada um de nós, existe uma viola nos lembrando que somos brasileiros e universais.</span></p>
<p><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">Ouçam suas músicas. Ouçam sua viola e sua voz. Tião Carreiro é uma síntese de um País grandioso e cheio de mazelas, que todos amamos.</span></p>
<p><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">Sua obra gigantesca é a obra de um homem que bem poderia ter saído de uma página de Guimarães Rosa, com sua fala mansa<b>: “&#8230;<span class="apple-converted-space"> </span></b>Eu queria estar-estâncias<b>:<span class="apple-converted-space"> </span></b>dos violeiros, que tocavam sentimento geral.”</span></p>
<p><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">Salve Tião Carreiro. Salve viola brasileira.</span></p>
<p><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;"> </span><i><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">“Esta viola vermelha<br />
cor de bandeira de guerra<br />
cor de sangue de caboclo<br />
cor de poeira da terra”</span></i></p>
<p><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">pois sabemos que&#8230;</span></p>
<p><i><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">“&#8230;Esta viola vermelha<br />
</span></i><i><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">já fez tristeza acabar<br />
</span></i><i><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">fez muitos lábios sorrir<br />
</span></i><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">fez platéias delirar.”</span></p>
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		<title>Tião Carreiro vai ganhar biografia</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 13:25:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Tião Carreiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Independentemente de gosto musical, é raro encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar do cantor e compositor autodidata Tião Carreiro, responsável por imortalizar canções como &#8220;Amargurado&#8221; e &#8220;Pagode em Brasília&#8221;. O jornalista, escritor, pesquisador e professor universitário Romildo Sant’Anna, de Rio Preto, define o artista como uma espécie de síntese da etnia brasileira. &#8220;É mistura [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span lang="">Independentemente de gosto musical, é raro encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar do cantor e compositor autodidata <a href="https://tiaocarreiro.com.br/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Tião Carreiro</strong></a>, responsável por imortalizar canções como &#8220;Amargurado&#8221; e &#8220;Pagode em Brasília&#8221;. O jornalista, escritor, pesquisador e professor universitário Romildo Sant’Anna, de Rio Preto, define o artista como uma espécie de síntese da etnia brasileira. &#8220;É mistura do mulato e do mameluco, representa a riqueza da cultura mestiça que faz do Brasil, o Brasil.</span></p>
<p>Se tivesse vivido num país ‘adiantado’ ou numa nação em que a cultura genuína da população é encarada como fator de identidade e pertencimento à terra, seria considerado um patrimônio nacional&#8221;, afirma. Para ele, a voz grave de Carreiro é uma das mais estimadas da música popular brasileira. &#8220;Foi exímio instrumentista, intérprete dos mais criativos e extraordinário poeta.</p>
<p>Esses atributos geralmente não são valorizados pela chamada ‘alta cultura’ ou pela cultura acadêmica, mas, certamente, são sentidos e celebrados pela maioria da população. &#8220;Os elogios rasgados não são à toa. Admirador do trabalho do sertanejo, o rio-pretense o visitou no hospital dias antes de sua morte e foi presenteado com o então mais recente disco dele, &#8220;O Fogo e a Brasa&#8221; (1992).</p>
<p>Além disso, enquanto a chamada &#8220;grande imprensa&#8221; quase não deu importância à perda, ele escreveu um artigo intitulado &#8220;A Morte do Carreiro&#8221;, publicado, inclusive, pelo Diário da Região.Em 2000, quando lançou a primeira edição do livro &#8220;A Moda é Viola: Ensaio do Cantar Caipira&#8221; (Arte &amp; Ciência), deu atenção especial ao pagode de viola, uma vertente da música raiz, criada por Carreiro. Mas seu envolvimento com a vida e a obra dele não parou por aí.</p>
<p>Vinte anos após a morte do artista, Sant’Anna foi escolhido pela viúva Nair Avanço, 77 anos, e pela única filha dele, Alex Marli Dias, 56, para escrever um livro documental. Há cerca de cinco anos, um fã utilizou informações do portal: wwww.tiaocarreiro.com.br para lançar uma obra sem autorização da família.</p>
<p>Portanto, esta será a primeira publicação oficial sobre o assunto. &#8220;Está mais do que na hora de fazermos essa homenagem, para registrar seu legado para as futuras gerações&#8221;, explica Alex. Segundo a representante do espólio, ela e sua mãe conheceram o autor há alguns anos, durante uma palestra no Sesc Rio Preto, e, desde então, passaram a acompanhar seu trabalho. &#8220;Percebemos uma forte ligação com a cultura caipira, fator que consideramos de grande importância&#8221;, justifica.</p>
<p>No último sábado, Alex e Sant’Anna se reuniram para traçar detalhes do projeto. &#8220;Na base do ‘fio de bigode’, acertamos o conteúdo, minha exclusividade para a obtenção de depoimentos de familiares, documentos, manuscritos de composições, fotografias e gravações em áudio e vídeo inéditas. Não vou cometer indiscrições, nem inconfidências impublicáveis, mas mostrar como um cidadão simples, que nasceu na roça, transformou-se na usina criativa que hoje faz parte da memória afetiva de grande parte dos brasileiros&#8221;, explica Sant’Anna, que terá de viajar para São Paulo e Mirandópolis, a fim de coletar dados com parentes de Carreiro.</p>
<p>Ainda sem título definido, o trabalho deve ter de 300 a 400 páginas, para &#8220;parar de pé&#8221;, nas próprias palavras do rio-pretense. A intenção é que o material seja lançado ainda em 2013, para aproveitar a data exata de morte. Entretanto, não é possível estipular prazos. &#8220;A história acaba prevalecendo sobre o autor e pode pedir um tempo maior.</p>
<p>Tenho também por hábito trabalhar intensamente a questão estética da linguagem, o que requer tempo&#8221;, diz Sant’Anna. &#8220;A Moda É Viola&#8221;, por exemplo, implicou cinco anos de pesquisa, três meses de escrita e um ano para elaboração da escrita. &#8220;Até hoje trabalho nesse livro, quase diariamente, para a publicação da terceira edição&#8221;.</p>
<p>Em um segundo momento, é bem possível que o livro sirva como base para um filme biográfico. Mas a ideia ainda é embrionária. &#8220;Acho importante essa valorização, como instrumento de valorização da cultura nacional. Obras recentes, como ‘Dois Filhos de Francisco’ e ‘Gonzaga &#8211; De Pai para Filho’, ambas de Breno Silveira, são importantíssimas para a sedimentação da autoestima dos cidadãos comuns&#8221;, opina Sant’Anna.</p>
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