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	<title>Arquivos Proseando - Viola Caipira</title>
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	<description>o Portal da M&#250;sica Sertaneja Raiz</description>
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		<title>CAUSOS &#8211; O Causo do remédio mais barato</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2020 13:55:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Causos]]></category>
		<category><![CDATA[Proseando]]></category>
		<category><![CDATA[causos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>José Cândido de Carvalho é um dos grande escritores e contadores de causos de nosso Brasil profundo. Natural de Campos de Goitacazes, absorveu a cultura do interior e enriqueceu nossa literatura usando suas estórias e linguagem. Suas obras, ricas em humor e talento, o levaram à Academia Brasileira de Letras e são conhecidas e amadas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5><em>José Cândido de Carvalho é um dos grande escritores e contadores de causos de nosso </em><em>Brasil profundo.</em><br />
<em>Natural de Campos de Goitacazes, absorveu a cultura do interior e enriqueceu nossa </em><em>literatura usando suas estórias e linguagem. Suas obras, ricas em humor e talento, o </em><em>levaram à Academia Brasileira de Letras e são conhecidas e amadas por todos os que</em><br />
<em>amam o Brasil.<br />
</em><br />
<em>O causo de hoje é de sua autoria, é uma homenagem ao grande brasileiro e nosso </em><em>querido JOSÉ CÂNDIDO DE CARVALHO:</em></h5>
<p><strong>REMÉDIO NO CÉU É SEMPRE MAIS BARATO</strong></p>
<p>E deu-se que o capitão Nicolino Borba, de Sacopé de Monte Verde, sentiu uma<br />
agulhada no peito, caiu e dado como morto foi.<br />
Quando era levado paro o cemitério, eis que o capitão dosabrochou por entre flores e<br />
grinaldas aos berros e já fazendo inquirições. Como era muito usurário, de não dar bom<br />
dia para não gastar o solado da língua, logo entrou de perguntativo em pauta:</p>
<p>&#8211; Que negócio é este? Que despautério é este? Enterro de primeira com caixão de<br />
veludinho e um jasmim de rosas por cima, é para estuporar. É despesa muita para um<br />
defunto só. Desperdício!</p>
<p>Correu gente, veio médico de maleta na mão e no caixão mesmo examinou o usurário.<br />
Logo na primeira ouvida que aplicou na armação dos peitos de Nicolino, viu que andava<br />
bem vivo e em bom estado de uso. E aproveitou para falar dos perigos que o capitão<br />
corria. E com autoridade de receitador de poções:</p>
<p>&#8211; Desta vez o capitão escapou. Mas lhe digo que não vai muito longe se não fizer<br />
tratamento urgente, como requer sua doença. É o que lhe digo. Não vai muito longe.<br />
Bem encastoado no veludo do caixão, Nicolino perguntou:</p>
<p>&#8211; Se não é falta de respeito, doutor, em quanto fica essa medicina?<br />
O médico, rapidinho, colocou a mazela de Nicolino na máquina de somar e apresentou a<br />
conta:</p>
<p>&#8211; Oitocentos contos para um tratamento completo.<br />
E Capitão Nicolino Borba:</p>
<p>&#8211; Toca o enterro, minha gente. Por esse preço prefiro morrer, que remédio no céu é mais<br />
barato.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Eita, viola caipira</title>
		<link>https://www.violacaipira.com.br/music/cultura/eita-viola-caipira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Oct 2016 17:20:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Proseando]]></category>
		<category><![CDATA[caipira]]></category>
		<category><![CDATA[moda de viola]]></category>
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		<category><![CDATA[violeira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se dermos uma explicação de como é a viola, além da descrição de seu formato, podemos dizer que ela é formada por: Caixa de Ressonância: é o corpo da viola, também chamada de bojo ou corpo. Boca: é a abertura é a abertura que expande o som com o exterior. A “boca” pode ter diversas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Se dermos uma explicação de como é a viola, além da descrição de seu formato, podemos dizer que ela é formada por:</p>
<p>Caixa de Ressonância: é o corpo da viola, também chamada de bojo ou corpo.<br />
Boca: é a abertura é a abertura que expande o som com o exterior. A “boca” pode ter diversas formas mas, atualmente, tende a se tornar única.<br />
Braço e Palheta: No braço da viola estão os trastos ou pontos, que são divisões de metal e, na parte superior, está a “palheta”, onde estão as cravelhas para afinação.</p>
<p>No interior é comum chamar as costas, o dorso da viola de “cacunda”.</p>
<p>Isto, sem falarmos das Cordas, da Ordem e do “Tempero” dos quais daremos uma breve explicação:</p>
<p>CORDAS: antigamente as cordas eram feitas das tripas de macacos, micos, coatis ou outros animais. Muitos violeiros a preferiam, afirmando que são ótimas e mais duradouras que a metálicas que, com o tempo, e principalmente nas regiões praianas, enferrujavam.<br />
Hoje, predominam as cordas de metal.</p>
<p>ORDEM: é o nome que damos ao encordoamento da viola. Isto é: a ordem em que as cordas são colocadas (o nome de cada corda e das afinações também é importante para os estudiosos do instrumentos, mas isto será matéria de um próximo artigo).<br />
TEMPÊRO: É a afinação, que varia tanto que, em São Paulo, chegam a afirmar que há mais de 25 afinações diferentes. Mas ficamos com as mais conhecidas:</p>
<p>Cebolão, rio-abaixo, serra-acima, quatro pontos e cebolinha (para cantar modas), tempero-mineiro, oitavado, tempero-pro-meio, castelhana, cana-verde (muito usada no cururu), pontiado-do-Paraná, etc., etc., etc.,</p>
<p>Amaro de Oliveira Monteiro, violeiro dos bons, natural de São Luis do Paraitinga, talvez na década de 40 de século passado, escreveu uma toada que fala dessas divisões. Vamos a ela:</p>
<p>I<br />
&#8220;Viola, minha viola,<br />
vamo no campo chorá,<br />
você sabe e não me conta<br />
onde meu amor está&#8221;.</p>
<p>II<br />
&#8220;Chora viola sentida<br />
nos peito de quem padece<br />
sê minha viola sabe<br />
quem meu coração não esquece&#8221;.</p>
<p>III<br />
&#8220;Minha viola é testemunha<br />
do que eu tenho passado,<br />
muita mágua dolorida<br />
ela tem me consolado&#8221;.</p>
<p>IV<br />
&#8220;A viola é bençoada<br />
por a folia acumpanhá,<br />
inté no braço de santo,<br />
a viola já foi pará&#8221;.</p>
<p>V<br />
&#8220;No braço de São Gonçalo<br />
a viola já tocô<br />
por ela sê abençoada<br />
nos braço dele ficô&#8221;.</p>
<p>VI<br />
&#8220;Toda viola é interiça<br />
é feito de doze pedaço,<br />
as cravêia e os ponto<br />
e as corda são de aço&#8221;.</p>
<p>VII<br />
&#8220;Este pinho tem cacunda<br />
tamém é feito com cola,<br />
e pode somá a conta<br />
que intera doze co&#8217;a viola&#8221;.</p>
<p>VIII<br />
&#8220;A viola tem banda e braço<br />
aonde toco meus pontiadão,<br />
seguro ela pelas iarga<br />
e faço chorá dois coração&#8221;.</p>
<p>IX<br />
&#8220;Viola, minha viola,<br />
cavalete de canela,<br />
no tampo e o buraco<br />
que afirma os tempero dela&#8221;..</p>
<p>X<br />
&#8220;Viola, minha viola,<br />
rastilho de coquero,<br />
eu faço as pedra rolá<br />
quano pego neste pinhero&#8221;.</p>
<p>XI<br />
&#8220;Viola, minha viola,<br />
foi feito de jacarandá,<br />
quem tocá esta viola<br />
vai no céu e torna voltá&#8221;</p>
<p>XII<br />
&#8220;Esta moda vai de lembrança<br />
como prova de amizade,<br />
pra quano tocá viola<br />
pra de nois tê saudade&#8221;.</p>
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		<title>Homenagem a Tião Carreiro</title>
		<link>https://www.violacaipira.com.br/music/cultura/homenagem-a-tiao-carreiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Sep 2016 17:56:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Proseando]]></category>
		<category><![CDATA[moda de viola]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Sertão  &#8211;  se diz  -, o senhor querendo procurar, nunca encontra.  De repente, por si, quando a gente não espera, o sertão vem”, disse Guimarães Rosa.  E é desse sertão roseano, brasileiro, universal, que brotou  &#8211; e brota – a música de TIÃO CARREIRO, o “Deus carrancudo”, como o chamavam seus amigos. Seu instrumento, a Viola Caipira, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-indent: 35.4pt; background: white; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; orphans: 2; text-align: left; widows: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; word-spacing: 0px;"><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">“Sertão  &#8211;  se diz  -, o senhor querendo procurar, nunca encontra.  De repente, por si, quando a gente não espera, o sertão vem”, disse Guimarães Rosa.  E é desse sertão roseano, brasileiro, universal, que brotou  &#8211; e brota – a música de<span class="apple-converted-space"> </span><b>TIÃO CARREIRO,<span class="apple-converted-space"> </span></b>o “Deus carrancudo”, como o chamavam seus amigos.</span></p>
<p><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">Seu instrumento, a Viola Caipira, é o que há de mais genuíno na nossa música e seus toques e ponteados são os ecos de uma cultura imortal que nasce do coração e no coração do Brasil.</span></p>
<p><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">Em seu livro<span class="apple-converted-space"> </span><b>VIOLA CAIPIRA<span class="apple-converted-space"> </span></b>Roberto Nunes Corrêa nos conta um pouco de sua história entre nós, dizendo<b>:<span class="apple-converted-space"> </span></b>“A viola foi introduzida no Brasil, no período da colonização, pelos jesuítas e colonos portugueses.  Aqui, em contato com outras culturas, principalmente a indígena e a africana, ela adquiriu características próprias, condizentes com cada região, e com o grau de intensidade desta miscigenação.”</span></p>
<p><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">São estas características que fazem dela um instrumento genuinamente brasileiro e, podemos dizer, até mesmo regional, no sentido de existir tipos de violas diferentes em regiões diferentes como, por exemplo, a viola de cocho, a viola de cabaça e a de buriti, et., ctc. E é bom lembrar que existem também violas com diferentes números de cordas e com diversas afinações.</span></p>
<p><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">A viola, é um grande amor do povo brasileiro.  É comum em qualquer cidade, seja do interior ou nas grandes capitais, vermos grupos, ou pessoas isoladas,  perpetuando a grande arte de<span class="apple-converted-space"> </span><b>Tião Carreiro</b><span class="apple-converted-space"> </span>com a devoção religiosa que têm os verdadeiros artistas do povo.</span></p>
<p><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">E essa devoção se explica<b>:</b><span class="apple-converted-space"> </span><b>Tião Carreiro<span class="apple-converted-space"> </span></b>consagrou a música do Sertão, dando a ela uma dimensão clássica, tornando-a conhecida nacional e internacionalmente.  Por isto estamos prestando a ele esta homenagem. Para preservar a memória deste violeiro que Rosa Nepomuceno, em seu livro “Música Caipira, da roça ao rodeio”, considerou  “&#8230;<i>o mais famoso, o que deixou mais admiradores, o que nunca foi esquecido.”</i></span></p>
<p><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">Sua música, às vezes triste, às vezes cômica, às vezes crítica, forma um imenso painel desse Brasil que, durante muitos anos, deu as costas para o interior e que agora descobre que atrás de cada montanha, dentro de cada fábrica, nas ruas de cada cidade, no coração de cada um de nós, existe uma viola nos lembrando que somos brasileiros e universais.</span></p>
<p><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">Ouçam suas músicas. Ouçam sua viola e sua voz. Tião Carreiro é uma síntese de um País grandioso e cheio de mazelas, que todos amamos.</span></p>
<p><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">Sua obra gigantesca é a obra de um homem que bem poderia ter saído de uma página de Guimarães Rosa, com sua fala mansa<b>: “&#8230;<span class="apple-converted-space"> </span></b>Eu queria estar-estâncias<b>:<span class="apple-converted-space"> </span></b>dos violeiros, que tocavam sentimento geral.”</span></p>
<p><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">Salve Tião Carreiro. Salve viola brasileira.</span></p>
<p><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;"> </span><i><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">“Esta viola vermelha<br />
cor de bandeira de guerra<br />
cor de sangue de caboclo<br />
cor de poeira da terra”</span></i></p>
<p><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">pois sabemos que&#8230;</span></p>
<p><i><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">“&#8230;Esta viola vermelha<br />
</span></i><i><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">já fez tristeza acabar<br />
</span></i><i><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">fez muitos lábios sorrir<br />
</span></i><span style="font-size: 10.5pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #222222;">fez platéias delirar.”</span></p>
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		<title>Nessa longa estada da vida</title>
		<link>https://www.violacaipira.com.br/music/cultura/ze-rico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2016 15:24:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Proseando]]></category>
		<category><![CDATA[josé rico]]></category>
		<category><![CDATA[milionario e josé rico]]></category>
		<category><![CDATA[moda de viola]]></category>
		<category><![CDATA[Viola Caipira]]></category>
		<category><![CDATA[zé rico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Nessa longa estrada da vida”&#8230;esses versos soam como música aos ouvidos, assim como a voz de quem os gravou a tantos anos atrás, e que de uma forma repentina se silenciou. Chega a ser interessante, mas não parece que este homem se foi, ainda parece que escuto ele me chamando “oh! Zum”. Me lembro claramente [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Nessa longa estrada da vida”&#8230;esses versos soam como música aos ouvidos, assim como a voz de quem os gravou a tantos anos atrás, e que de uma forma repentina se silenciou. Chega a ser interessante, mas não parece que este homem se foi, ainda parece que escuto ele me chamando “oh! Zum”.<br />
Me lembro claramente do primeiro encontro que tive com o grande Zé Rico, foi durante a gravação de uns dos discos da dupla nos estúdios da gravadora gravodisc, eu estava com a minha viola nas mãos e logo ele pediu pra eu tocar uma canção.</p>
<p>Na época, estava ficando conhecida a música “Estradas”, que fazia parte do seriado “Carga Pesada”, que da qual fiz algumas participações como ator. Ao final da música, emocionado, ele me convida para subir ao palco com ele no show que ele faria no dia seguinte, não houve contrato, negociação, nada. Ele apenas me disse para ir e pronto, e eu fui.</p>
<p>Ao chegar ao local do show, comprovei de fato, o dinamismo da importância deste artista para a música, não somente sertaneja, mas mundial. Na plateia, a soma entre casais, famílias, crianças chegava em 70 mil, nunca havia cantado antes para um público tão gigantesco.</p>
<p>Eis que num determinado momento do show ele anuncia “com vocês um dos maiores violeiros do país”, entro no palco e sou recebido de braços abertos por ele e por todos os seus súditos fãs, cantei a mesmo música que havia apresentado no dia anterior, e para a minha surpresa a emoção foi ainda maior. Zé Rico agradeceu a minha presença e sai de cena, mas o momento ficou para a vida inteira.<br />
Hoje conto mais um relato pessoal do que necessariamente uma matéria convencional, mas não tem muito do que dizer de um homem com 45 anos de carreira, mais de 25 discos gravados, 2 dvd’s, muitos prêmios e discos de ouro e de platina.</p>
<p>Termino este texto fazendo uma homenagem musical que foi exibida no programa que apresentei no “Canal Rural”.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/_DwFv43uBNE" width="640" height="480" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>CAUSOS &#8211; O Causo do Caipira jogando antônimos</title>
		<link>https://www.violacaipira.com.br/music/causos/piada-de-caipira-jogando-antonimos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jan 2016 20:47:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Causos]]></category>
		<category><![CDATA[Proseando]]></category>
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		<category><![CDATA[causos]]></category>
		<category><![CDATA[causos caipiras]]></category>
		<category><![CDATA[piadas]]></category>
		<category><![CDATA[piadas de caipira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dois mineiros brincando de antônimos valendo uma aposta: &#8211; Gordo? &#8211; Magro!! &#8211; Hômi? &#8211; Muié!! &#8211; Preto ? &#8211; Branco!! &#8211; Verde ! &#8211; Verde ?? Nada disso&#8230;verde não tem antônimo não, Cê tá robanu! &#8211; Craro que tem, sô !! &#8211; E quar que é ?? &#8211; É maduro, uai!! &#8211; Ai caramba, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dois mineiros brincando de antônimos valendo uma aposta:</p>
<p>&#8211; Gordo?<br />
&#8211; Magro!!<br />
&#8211; Hômi?<br />
&#8211; Muié!!<br />
&#8211; Preto ?<br />
&#8211; Branco!!<br />
&#8211; Verde !<br />
&#8211; Verde ?? Nada disso&#8230;verde não tem antônimo não, Cê tá robanu!<br />
&#8211; Craro que tem, sô !!<br />
&#8211; E quar que é ??<br />
&#8211; É maduro, uai!!<br />
&#8211; Ai caramba, num é que é memo, eu tinha me esquecido. Vãmo de novo valendo<br />
mais uma cerveja! Agora eu que vô cumeçá!!<br />
&#8211; Podi cumeçá !<br />
&#8211; Saúde?<br />
&#8211; Duença!<br />
&#8211; Moiado?<br />
&#8211; Seco!<br />
&#8211; Deus?<br />
&#8211; Diabo!<br />
&#8211; Cueca?<br />
&#8211; Calcinha!!<br />
&#8211; Fumo?<br />
&#8211; Quê? Desde quando fumo te antônimo? Fumaça num é!!<br />
&#8211; Cê é burro, sô! Ao contrário de fumo é vortemo!!</p>
<p>E assim continuaram a brincadeira.</p>
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		<title>CAUSOS &#8211; O Causo do cemitério</title>
		<link>https://www.violacaipira.com.br/music/causos/causo-do-cemiterio-causo-caipira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2015 20:02:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Causos]]></category>
		<category><![CDATA[Proseando]]></category>
		<category><![CDATA[caipira]]></category>
		<category><![CDATA[causo]]></category>
		<category><![CDATA[causo caipira]]></category>
		<category><![CDATA[causo de caipira]]></category>
		<category><![CDATA[causos caipiras]]></category>
		<category><![CDATA[cemitério]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um infeliz namorava uma linda moça numa fazenda depois do cemitério da cidade de Araújos. Diziam que o infeliz tinha medo até da própria sombra. Mas, a moça era tão bonita que ele trancava a respiração e passava zunindo pela rodovia e nem olhava para o portão do cemitério quando vinha sozinho da casa dela. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um infeliz namorava uma linda moça numa fazenda depois do cemitério da cidade de Araújos. Diziam que o infeliz tinha medo até da própria sombra. Mas, a moça era tão bonita que ele trancava a respiração e passava zunindo pela rodovia e nem olhava para o portão do cemitério quando vinha sozinho da casa dela. Ou, então, esperava alguém que viesse para a cidade ficando de plantão na beira da rodovia&#8230; e se não aparecesse ninguém&#8230; bem, criava “corage” e amassava cascalho passando como vento pelo cemitério.<br />
Para ir, tudo bem! Mas na volta sua calça enchia! Tinha que voltar por volta de no máximo dez horas da noite, bem antes da meia-noite! Era difícil de atravessar aqueles cem metros em frente ao cemitério. Parecia que os passos não rendiam e só cascalho rolando debaixo dos pés, qualquer ventinho, qualquer morcego ou coruja que atravessava na frente. Santo Deus, era promessas e mais promessas para cumprir no outro dia!<br />
Segundo contavam os antigos à meia-noite as almas penadas saiam do cemitério e rondavam tudo por ali! E tinha gente que jurava que já havia visto algumas coisas.<br />
Então, depois de três meses de namoro já se beijava à vontade, já se relava à vontade e a cada dia suas mãos “mapiava” mais ainda aquele corpo jovem e ardente. A mocinha já tava ficando mansinha igual mulher quando quer dinheiro de marido.<br />
Então&#8230; voltar às dez horas da noite passou para dez e meia&#8230; onze&#8230; onze e meia&#8230; e o namoro tava fervendo. Já se fazia quase de tudo e não se via a hora passar e aqueles momentos de carícias compensavam o medo da volta!<br />
Bão, né! Fim de semana&#8230; vigilância vai relaxando&#8230; alpendre meio escuro&#8230; e a bananeira deu cacho&#8230; a jurupoca piou&#8230; a vaca foi pro brejo e o tempo passou&#8230; como também o sino da igreja fez com que a roseira murchasse, o papagaio emudecesse e a bica d’água secasse! Meia-noite no prego!!!<br />
Num gesto automático guardou a “matula” de qualquer maneira abotoando a braguilha toda errada e nem olhou para trás para ver o beijo carinhoso que a amada lhe mandava. E pé na estrada! Só se ouvia o farfalhar de cascalho debaixo dos pés na estrada de chão&#8230; e ele pensando:<br />
&#8230;”Bem&#8230; Meia-noite! O relógio da igreja pode tá adiantado&#8230; alguém já havia dito isso&#8230; e ninguém sai assim por aí de supetão&#8230; Até ispreguiçá primeiro, tomá um banho, iscová os dentes, trocá de roupa&#8230; gastava-se uns vinte minutos ou mais! Tranqüilo! Dava tempo de chegar até lá e atravessar aqueles malditos cem metros em frente ao cemitério!”<br />
E só cascalho amassado pela rodovia e a respiração trancada desde a saída da casa da namorada! E promessas e mais promessas pra cumprir no outro dia!<br />
O sino da igreja repicou novamente! Já via o cemitério e as luzes da cidade, como também o barulho de alguém amassando cascalho pela rodovia atrás dele. Graças a Deus! “Num tava suzinho!” — pensou — Tinha companhia para passar em frente ao cemitério e pôde então soltar a respiração!<br />
Olhou para trás! A lua estava clara e então viu uma jovem vestida de branco caminhando apressadamente na mesma direção da cidade! Parou e esperou cumprimentando aquela moça corajosa&#8230; e logo uma pergunta óbvia!<br />
— Ocê, uma moça bunita assim, não tem medo de andá suzinha esta hora da noite, não?<br />
— Quando eu era viva eu tinha! — disse ela, entrando para o cemitério.<br />
Dizem que ele teve que lavar bem as roupas a semana inteira&#8230; A calça encheu!</p>
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		<title>O sotaque das mineiras</title>
		<link>https://www.violacaipira.com.br/music/cultura/trem-de-louco-o-sotaque-das-mineiras-e-coisa-de-dar-do-e-bao-dimais-da-conta-so/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 May 2014 17:08:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Proseando]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Sotaque das Mineiras (Carlos Drummond de Andrade) O sotaque das mineiras deveria ser ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar lindo (das mineiras) ficou de fora? Mineira deveria nascer com tarja preta avisando: ouvi-la faz mal à saúde. Se uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div>O Sotaque das Mineiras</div>
<div>(Carlos Drummond de Andrade)</div>
<div></div>
<div>O sotaque das mineiras deveria ser ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar lindo (das mineiras) ficou de fora?</div>
<div>Mineira deveria nascer com tarja preta avisando:</div>
<div>ouvi-la faz mal à saúde. Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso?</div>
<div>Assino achando que ela me faz um favor.</div>
<div>Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas.</div>
<div>Preferem abandoná-las no meio do caminho, não dizem:</div>
<div>pode parar, dizem: &#8216;pó parar&#8217;.</div>
<div>Não dizem: onde eu estou?, dizem: &#8216;ôncôtô&#8217;.</div>
<div>Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem lingüisticamente falando, apenas de uais, trens e sôs.</div>
<div>Digo-lhes que não(&#8230;)</div>
<div>Mineiras não usam o famosíssimo &#8216;tudo bem&#8217;.</div>
<div>Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra:</div>
<div>&#8211; &#8216;Cê tá boa?&#8217;.</div>
<div>Para mim, isso é pleonasmo.</div>
<div>Perguntar para uma mineira se ela tá boa é desnecessário.</div>
<div>Há outras. (&#8230;)</div>
<div>&#8211; &#8216;Aqui&#8217;, não vou dar conta de chegar na hora, não.</div>
<div>Esse &#8216;aqui&#8217; é outro que só tem aqui(&#8230;)</div>
<div>Que os mineiros não acabam as palavras, todo mundo sabe.</div>
<div>É um tal de &#8216;bonitim&#8217;, &#8216;fechadim&#8217;, e por aí vai.</div>
<div>Já me acostumei a ouvir:</div>
<div>&#8211; E aí, &#8216;vão?&#8217;. Traduzo:</div>
<div>&#8211; E aí, vamos?</div>
<div>Não caia na besteira de esperar um &#8216;vamos&#8217; completo de uma mineira.</div>
<div>Não ouvirá nunca.</div>
<div>Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira.</div>
<div>Nada pessoal.</div>
<div>Aqui certas regras não entram.</div>
<div>São barradas pelas montanhas.</div>
<div>Por exemplo, em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer:</div>
<div>&#8211; Eu preciso &#8216;de&#8217; ir.</div>
<div>Onde os mineiros arrumaram esse &#8216;de&#8217;, aí no meio, é uma boa pergunta.</div>
<div>Só não me perguntem. Mas que ele existe, existe(&#8230;)</div>
<div>Aqui em Minas ninguém precisa ir a lugar nenhum.</div>
<div>Entendam&#8230;</div>
<div>Você não precisa ir, você precisa &#8216;de&#8217; ir.</div>
<div>Você não precisa viajar, você precisa &#8216;de&#8217; viajar.</div>
<div>Se você chamar sua filha para acompanhá-la ao supermercado, ela reclamará:</div>
<div>&#8211; Ah, mãe, eu preciso &#8216;de&#8217; ir?</div>
<div>No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra um &#8216;tanto de coisa&#8217;.</div>
<div>O supermercado não estará lotado, ele terá um &#8216;tanto de gente'(&#8230;)</div>
<div>Entendeu?</div>
<div>Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará:</div>
<div>&#8211; &#8216;Ai, gente, que dó&#8217;.</div>
<div>É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras(&#8230;)</div>
<div>Para uma mineira falar que algo é muitíssimo bom vai dizer:</div>
<div>&#8211; &#8216;Ô, é sem noção&#8217;.</div>
<div>Entendeu?</div>
<div>É &#8216;sem noção!</div>
<div>&#8216; Só não esqueça, por favor, o &#8216;Ô&#8217; no começo, porque sem ele não dá para dar noção do tanto que algo é sem noção,</div>
<div>entendeu?</div>
<div>Capaz&#8230;</div>
<div>Se você propõe algo ela diz:</div>
<div>&#8211; &#8216;Capaz&#8217;!!!</div>
<div>Vocês já ouviram esse &#8216;capaz&#8217;?</div>
<div>É lindo(&#8230;)</div>
<div>Já ouviu o &#8216;nem&#8230;?</div>
<div>&#8216; Completo ele fica:</div>
<div>&#8211; Ah, &#8216;nem&#8217; (&#8230;)</div>
<div>A propósito, um mineiro não pergunta:</div>
<div>&#8211; Você não vai?</div>
<div>A pergunta, mineiramente falando, seria:</div>
<div>&#8211; &#8216;Cê&#8217; não anima &#8216;de&#8217; ir?</div>
<div>Tão simples.</div>
<div>O resto do Brasil complica tudo.</div>
<div>É, ué, cês dão umas volta pra falar os trem(&#8230;)</div>
<div>O plural, então, é um problema.</div>
<div>Um lindo problema, mas um problema.</div>
<div>Sou, não nego, suspeito.</div>
<div>Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras.</div>
<div>Aliás, deslizes nada.</div>
<div>Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão.</div>
<div>Se você, em conversa, falar:</div>
<div>&#8211; Ah, fui lá comprar umas coisas&#8230;</div>
<div>&#8211; &#8216;Que&#8217; s coisa?&#8217; &#8211; ela retrucará.</div>
<div>O plural dá um pulo(&#8230;)</div>
<div>E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa,confidenciará:</div>
<div>&#8211; Ele pôs a culpa &#8216;ni mim&#8217;.</div>
<div>A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas.</div>
<div>Ontem, uma senhora docemente me consolou:</div>
<div>&#8216;preocupa não, bobo!&#8217;.</div>
<div>E meus ouvidos, já acostumados às ingênuas conjugações mineiras, nem se espantam.</div>
<div>Talvez se espantassem se ouvissem um: &#8216;não se preocupe&#8217;, ou algo assim.</div>
<div>A fórmula mineira é sintética.</div>
<div>E diz tudo.</div>
<div>Até o tchau, em Minas, é personalizado.</div>
<div>Ninguém diz tchau pura e simplesmente.</div>
<div>Aqui se diz: &#8216;tchau pro cê&#8217;, &#8216;tchau pro cês&#8217;.</div>
<div>É útil deixar claro o destinatário do tchau.</div>
<div>Então neh, as mineiras são trem bão demais sô&#8230;.</div>
<div></div>
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		<item>
		<title>Folia de Reis, tradição e fé</title>
		<link>https://www.violacaipira.com.br/music/cultura/folia-de-reis-tradicao-e-fe/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 May 2013 17:13:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Proseando]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As folias de Reis, herdadas dos colonizadores, hoje mescla das tradições européias e indígenas, vão de 23 de dezembro a 6 de janeiro, período em que seus participantes comem, bebem, cantam, percorrem as ruas, entram nas casas pedindo esmolas, ou procuram algum presépio, numa manifestação de alegria e religiosidade que é uma constante em nossa [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="text">
<p style="text-align: justify;">As folias de Reis, herdadas dos colonizadores, hoje mescla das tradições européias e indígenas, vão de 23 de dezembro a 6 de janeiro, período em que seus participantes comem, bebem, cantam, percorrem as ruas, entram nas casas pedindo esmolas, ou procuram algum presépio, numa manifestação de alegria e religiosidade que é uma constante em nossa</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Mas os preparativos para a folia começam bem antes, quando crianças e mulheres colhem areias, cascalho, terra vermelha, tabatinga e flores que desidratam para enfeitar os presépios. Às vezes o algodão serve de neve e as figuras &#8211; bois, burros, carneiros, camelos, os Reis Magos, a Virgem, São José e o Menino Jesus, de louça ou, nas mais tradicionais, de madeira talhada a mão – são coloridas com as cores primárias. Há também a estrela guia, com sua cauda de papelão e purpurina, iluminando o caminho para Gaspar, Melchior e Baltazar, os 3 Reis Magos.</div>
<div style="text-align: justify;">As folias, às vezes, diferem entre si, de lugar para lugar. Maria Eremita de Souza, professora e pesquisadora no Serro, em artigo publicado no jornal Estado de Minas, diz que no terreiro das casas onde há a folia está “em destaque o Cruzeiro enrolado em papel de seda colorido e em um dos braços a esmola de oferta dos donos da casa.” E Badias Medeiros, no livro Tocadores, homem, terra, música e cordas, de Lia Marchi, Juliana Saenger e Roberto Corrêa (Edição Brasil 2002), diz que a folia de Reis “&#8230; não pode ter cruzeiro. Que o cruzeiros foi depois da crucificação de Jesus que foi que aconteceu o cruzeiro. A folia de Reis é só nascimento, visita, a viagem dos três Reis, a estrela-guia.”</div>
<div style="text-align: justify;">Os versos cantados também variam de região para região ou de grupo para grupo. Carlos Góis coletou estes no estado do Rio de Janeiro, por volta de 1914:</div>
<div style="text-align: justify;">“Ó senhor dono da casa,</div>
<div style="text-align: justify;">recebei esta bandeira,</div>
<div style="text-align: justify;">faça favor de entregá-la</div>
<div style="text-align: justify;">a quem tem por companheira.”</div>
<div style="text-align: justify;">Maria Eremita registrou estes, no Serro, possivelmente na década de 90:</div>
<div style="text-align: justify;">“Senhora dona da casa</div>
<div style="text-align: justify;">Aqui estão estes pastores (bis)</div>
<div style="text-align: justify;">Vieram anunciar ai, ai, ai, ai (coro de todos)</div>
<div style="text-align: justify;">Que nasceu o Deus de amores</div>
<div style="text-align: justify;">Ó Deus de amores (coro idem)</div>
<div style="text-align: justify;">A estrela nos guiou</div>
<div style="text-align: justify;">Ao berço do Redentor (bis)</div>
<div style="text-align: justify;">Na cidade da Judéia.</div>
<div style="text-align: justify;">Ai, ai, ai, ai (coro de todos)</div>
<div style="text-align: justify;">O nosso amor (coro idem)”</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Regina Lacerda, em seu folclore brasileiro – Ministério da Educação e Cultura, 1977 – registrou:</div>
<div style="text-align: justify;">“Senhor dono da casa</div>
<div style="text-align: justify;">Abre a porta, acende a luz.</div>
<div style="text-align: justify;">Recebei os Santos Reis</div>
<div style="text-align: justify;">E o Coração de Jesus.”</div>
<div style="text-align: justify;">E José Aparecido Teixeira, em seu Folclore goiano; cancioneiro, lendas, superstições, estes:</div>
<div style="text-align: justify;">“Ó di casa, ó di fora</div>
<div style="text-align: justify;">Qui hora tão excelente</div>
<div style="text-align: justify;">É o glorioso santo Reis</div>
<div style="text-align: justify;">Que é vem do oriente</div>
<div style="text-align: justify;">Ó de casa, ó de casa</div>
<div style="text-align: justify;">Alegra esse moradô</div>
<div style="text-align: justify;">Que o glorioso santo Reis</div>
<div style="text-align: justify;">Na sua porta chegô&#8230;”</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">As folias que se realizam nas cidades são chamadas de Folias de Reis de Música, e são noturnas, &#8211; os participantes acompanham a estrela que guiou os Reis Magos até a manjedoura onde estava Jesus &#8211; começando após as 22 horas, quando visitam diversas casas, e terminando ao amanhecer. Seu período vai até dia 2 de fevereiro, dia de Nossa Senhora das Candeias, ou Candelárias, quando os presépios são desmontados.</div>
<div style="text-align: justify;">As folias que se realizam nas roças são chamadas de Folias de Reis de Caixa e percorrem os sítios, fazendas ou casas de colonos que as acolhem com grande alegria e oferecem comidas e bebidas ao grupo. Diz a lenda que quem recebe esses foliões é abençoado, o que vale dizer que está em graça com Deus.</div>
<div style="text-align: justify;">Os instrumentos das folias são a viola, a sanfona, o xiquexique, o cavaquinho, o violão, etc., e, para marcar o ritmo, a caixa. Todos são enfeitados com fitas coloridas que, em geral, combinam com as roupas dos participantes.</div>
<div style="text-align: justify;">Câmara Cascudo registra: “Da véspera do Natal (24 de dezembro) até Candelária (2 de fevereiro) a folia de Reis, representando os próprios Reis Magos, sai angariando auxílios&#8230;. Com violões, cavaquinho, pandeiro, pistão e tantã cantam à porta das casas, despertando os moradores, recebendo esmolas, servindo-se de café ou de pequena refeição. O chefe do grupo é o alferes da folia de Reis. Feita a festa, a 6 de janeiro (Santos Reis Magos), realizam uma ceia no dia de Nossa Senhora das Candeias, ou Candelárias, 2 de fevereiro&#8230;”</div>
<div style="text-align: justify;">Mestre Cascudo, na fonte por nós pesquisada, não fala da viola, instrumento precioso que vimos em todas as folias que assistimos no interior de Minas, mas outros estudiosos afirmam que a Folia de Reis Mineira tem mais participantes e mais instrumento, talvez seja este o motivo.</div>
<div style="text-align: justify;">Regina Lacerda, no livro já citado, nos esclarece:</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">“Recebida a bandeira, o chefe da família oferece-a a todos para ser beijada e com ela percorre todos os cômodos da casa para que sejam abençoados, colocando-a, depois, em lugar de destaque para a veneração. Diante dela são cantados os “benditos” e outras orações da devoção. A visita é, porém uma festa. E nos “pousos”, a festa é maior. Além da fartura dos comes e bebes, se divertem tantos os foliões que não desejam repousar um pouco como os convidados e os “cata-pousos”. O “cata-pouso” é uma figura estranha, nem folião, nem convidado. Anda sempre atrás de uma folia ou de um “pouso” para comer e beber à vontade.”</div>
<div style="text-align: justify;">Mas não vamos nos alongar. A folia de Reis é mais uma manifestação da alegria e da devoção de nossa brava gente brasileira e queremos nos despedir com estes versos, recolhidos por José Aparecido Teixeira (1º verso) e Maria Eremita de Souza (2º verso):</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">“A Bandeira vai se embora</div>
<div style="text-align: justify;">Vai pedir Nosso Senhor</div>
<div style="text-align: justify;">Que lhe dê graça em vida</div>
<div style="text-align: justify;">Ai, ai, ai, ai</div>
<div style="text-align: justify;">Pra cantar em seu louvor</div>
<div style="text-align: justify;">Ó em seu louvor”</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">“A Bandeira vai se embora</div>
<div style="text-align: justify;">Vai pedir Nosso Senhor</div>
<div style="text-align: justify;">Que lhe dê graça em vida</div>
<div style="text-align: justify;">Ai, ai, ai, ai</div>
<div style="text-align: justify;">Pra cantar em seu louvor</div>
<div style="text-align: justify;">Ó em seu louvor”</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">“A Bandeira vai se embora</div>
<div style="text-align: justify;">Vai pedir Nosso Senhor</div>
<div style="text-align: justify;">Que lhe dê graça em vida</div>
<div style="text-align: justify;">Ai, ai, ai, ai</div>
<div style="text-align: justify;">Pra cantar em seu louvor</div>
<div style="text-align: justify;">Ó em seu louvor”</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">“A Bandeira vai se embora</div>
<div style="text-align: justify;">Vai pedir Nosso Senhor</div>
<div style="text-align: justify;">Que lhe dê graça em vida</div>
<div style="text-align: justify;">Ai, ai, ai, ai</div>
<div style="text-align: justify;">Pra cantar em seu louvor</div>
<div style="text-align: justify;">Ó em seu louvor”</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">“A Bandeira vai se embora</div>
<div style="text-align: justify;">Vai pedir Nosso Senhor</div>
<div style="text-align: justify;">Que lhe dê graça em vida</div>
<div style="text-align: justify;">Ai, ai, ai, ai</div>
<div style="text-align: justify;">Pra cantar em seu louvor</div>
<div style="text-align: justify;">Ó em seu louvor”</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
</div>
<p><span class="lbl">Autor:</span> <span class="phone">Yassír Chediak</span></p>
<p>O post <a href="https://www.violacaipira.com.br/music/cultura/folia-de-reis-tradicao-e-fe/">Folia de Reis, tradição e fé</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.violacaipira.com.br/music">Viola Caipira</a>.</p>
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		<title>Cavalhada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 May 2013 17:12:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Proseando]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No folclore brasileiro, as “cavalhadas” representam a peleja entre mouros e cristãos, baseadas nas aventuras de CARLOS MAGNO, imperador cristão que lutou contra os sarracenos, de religião islâmica, no século VI de nossa era. Este feito foi amplamente divulgado pelos trovadores que viajavam por toda Europa e chegou até nós através de histórias orais e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">No folclore brasileiro, as “cavalhadas” representam a peleja entre mouros e cristãos, baseadas nas aventuras de CARLOS MAGNO, imperador cristão que lutou contra os sarracenos, de religião islâmica, no século VI de nossa era.</div>
<div style="text-align: justify;">Este feito foi amplamente divulgado pelos trovadores que viajavam por toda Europa e chegou até nós através de histórias orais e escritas, principalmente “A BATALHA DE CARLOS MAGNO E OS DOZE PARES DE FRANÇA” que até hoje influenciam nossos cordelistas e romancistas, como por exemplo, Guimarães Rosa em GRANDE SERTÃO: VEREDAS, onde são constantes as citações deste relato tanto pelo narrador quanto nos diálogos de outros personagens.</div>
<div style="text-align: justify;">A história de Carlos Magno se tornou tão popular que no século XII, em Portugal, a Rainha Isabel a tornou uma festividade, como forma de incentivar os cristãos a repudiar os muçulmanos, também chamados Mouros.</div>
<div style="text-align: justify;">Ligada à Festa do Divino, esta festividade chegou ao Brasil, autorizada pela coroa portuguesa, através dos Jesuítas. Seu objetivo:catequizar os índios e os escravos africanos, mostrando a eles o poder da fé cristã.</div>
<div style="text-align: justify;"> A Cavalhada é formada por 12 cavaleiros mouros, vestidos de vermelhos que se posicionam do lado onde o sol nasce, isto é, com as costas para o poente e 12 cavaleiros cristãos, vestidos de azul, que se posicionam do lado do sol poente,isto é, com as costas voltadas para o nascente, dando a idéia de um grande campo de batalha. Os cavalos, à maneira das Cruzadas, também são ornamentados com plumas, tecidos, etc., suas patas são pintadas de dourado e prata, sua cabeça protegida com metais polidos e adornada por penachos, as crinas longas enfeitadas com fitas coloridas.</div>
<div style="text-align: justify;">As roupas mais luxuosas pertencem aos reis, assim como os cavalos mais bonitos e fogosos. O rei cristão e seu embaixador usam chapéus de 2 ou 3 pontas. Todos se trajam de azul, com camisas brancas de mangas largas.  Quando têm poder aquisitivo usam calços de veludo ou de cetim até os joelhos, meias soquetes brancas, botas de cano médio e esporas de rosetas pontudas.</div>
<div style="text-align: justify;">O rei mouro, um capacete dourado, tipo romano. Tanto ele quanto seu séqüito usam saiotes em vez de calções e corpetes do mesmo tecido sobre as camisas. Adornam-se com galões dourados e trazem, no peito, um medalhão. Sobre os ombros, uma capa arredondada.  Seus animais também são adornados.</div>
<div style="text-align: justify;">Todos os cavaleiros, cristãos e mouros, trazem uma lança também enfeitada com fitas e uma espada na cinta.  Na cabeça do arreio trazem pistolas carregadas de festim.</div>
<div style="text-align: justify;">A arena onde se dá a “batalha” é circular, com aproximadamente cem metros de diâmetro e os guerreiros se encontram simulando um combate, com estranhas e bonitas coreografias. O primeiro combate é com a lança, depois se afastam e travam o segundo, com a pistola e, finalmente com a espada. Antes de terminarem a luta saem de campo. O término será no dia seguinte.</div>
<div style="text-align: justify;">No final das festividades os cristãos vencem a luta e convertem os mouros ao cristianismo.</div>
<div style="text-align: justify;">No segundo dia o combate continua até que os mouros simulam fraqueza e os cristão, exigem sua rendição. Os mouros, então, entregam seus cavalos e suas espadas. Após os diálogos finais os mouros são convertidos e batizados.</div>
<div style="text-align: justify;">No 3º. Dia, todos festejam a vitória dos cristãos com exibições diversas sobressaindo a “Tira Argolinha”. Nesta exibição, os cavaleiros que concorrem colocam-se em fila, com suas lanças e, dada a partida, disparam para tirar uma argolinha que está pendurada em um fio que é sustentado por duas traves, uma de cada lado do campo de prova.  Os que conseguem a proeza costumam oferece-las às namoradas ou a alguma autoridade presente na arquibancada.  Em troca, o homenageado retribui com uma jóia ou algum dinheiro.</div>
<div style="text-align: justify;">Tanto do lado mouro como do lado cristão, os exércitos têm uma hierarquia: no posto mais alto, o Rei. Abaixo dele o Embaixador e, em seguida os 10 cavaleiros restantes. Os participantes são fixos e se acontecer a morte ou desistência do Rei o Embaixador toma seu posto e, por sua vez, é substituído por outro cavaleiro. E assim sucessivamente.</div>
<div style="text-align: justify;">Durante a Cavalhada aparecem, também, os Mascarados que, como o nome indica,  se vestem com máscaras, roupas coloridas, luvas, fitas, botas etc., cobrindo o corpo de maneira que ninguém o reconheça. Mudam a voz quando pedem bebidas, cigarros, dinheiro, doces aos espectadores e os divertem com acrobacias, cambalhotas e cantorias. São uma atração tão grande quanto os Cavaleiros.</div>
<div style="text-align: justify;">O Mascarado mais comum é aquele que com máscara de cabeça de boi, de diabo e de animais.  Atualmente surgiram os mascarados com máscaras de borracha, principalmente de monstros apresentados no cinema e na tv. Ainda que descaracterizem a festa, não diminuem sua beleza.</div>
<div style="text-align: justify;">Comum também é o mascarado São Caetano, assim chamado por vestir-se e enfeitar seu cavalo com ramas do melão de São Caetano, trepadeira comum no interior do Brasil. Este mascarado se caracteriza por uma mascara de homem com um chifre na testa. Enfim, existem diversos mascarados com nomes e roupas diferentes, mas todos eles representam o povo que não tem acesso à riqueza e à pompa dos cavaleiros, representantes da elite e do poder. Sua origem não é conhecida, mas, provavelmente, foram criados no Brasil, e – é suposição nossa – foram inspirados nos palhaços de feira, ou dos circos de meia lona.</div>
<div style="text-align: justify;">Por curiosidade acrescentamos que eram chamados de “circo de meia lona” aqueles cujos espetáculos eram apresentados num pequeno picadeiro cercado apenas por lona alta, sem cobertura.</div>
<div style="text-align: justify;">Mestre Aurélio define as Cavalhadas como: “Folguedo popular que consta de uma espécie de justa ou torneio.” E são estas justas, estes torneios, como tantas outras manifestações de nosso folclore,  que encantam e preservam as tradições de nossa brava gente brasileira.</div>
<p>O post <a href="https://www.violacaipira.com.br/music/cultura/cavalhada/">Cavalhada</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.violacaipira.com.br/music">Viola Caipira</a>.</p>
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		<title>Chegança ou marujada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 May 2013 13:11:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Proseando]]></category>
		<category><![CDATA[Marujada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No folclore brasileiro, as “cavalhadas” representam a peleja entre mouros e cristãos, baseadas nas aventuras de CARLOS MAGNO, imperador cristão que lutou contra os sarracenos, de religião islâmica, no século VI de nossa era. Este feito foi amplamente divulgado pelos trovadores que viajavam por toda Europa e chegou até nós através de histórias orais e [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.violacaipira.com.br/music/cultura/cheganca-ou-marujada/">Chegança ou marujada</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.violacaipira.com.br/music">Viola Caipira</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="text">
<p style="text-align: justify;">No folclore brasileiro, as “cavalhadas” representam a peleja entre mouros e cristãos, baseadas nas aventuras de CARLOS MAGNO, imperador cristão que lutou contra os sarracenos, de religião islâmica, no século VI de nossa era.</p>
<p style="text-align: justify;">Este feito foi amplamente divulgado pelos trovadores que viajavam por toda Europa e chegou até nós através de histórias orais e escritas, principalmente “A BATALHA DE CARLOS MAGNO E OS DOZE PARES DE FRANÇA” que até hoje influenciam nossos cordelistas e romancistas, como por exemplo, Guimarães Rosa em GRANDE SERTÃO: VEREDAS, onde são constantes as citações deste relato tanto pelo narrador quanto nos diálogos de outros personagens.</p>
<p style="text-align: justify;">A história de Carlos Magno se tornou tão popular que no século XII, em Portugal, a Rainha Isabel a tornou uma festividade, como forma de incentivar os cristãos a repudiar os muçulmanos, também chamados Mouros.</p>
<p style="text-align: justify;">Ligada à Festa do Divino, esta festividade chegou ao Brasil, autorizada pela coroa portuguesa, através dos Jesuítas. Seu objetivo: catequizar os índios e os escravos africanos, mostrando a eles o poder da fé cristã.</p>
<p style="text-align: justify;"> A Cavalhada é formada por 12 cavaleiros mouros, vestidos de vermelhos que se posicionam do lado onde o sol nasce, isto é, com as costas para o poente e 12 cavaleiros cristãos, vestidos de azul, que se posicionam do lado do sol poente,isto é, com as costas voltadas para o nascente, dando a idéia de um grande campo de batalha. Os cavalos, à maneira das Cruzadas, também são ornamentados com plumas, tecidos, etc., suas patas são pintadas de dourado e prata, sua cabeça protegida com metais polidos e adornada por penachos, as crinas longas enfeitadas com fitas coloridas.</p>
<p style="text-align: justify;">As roupas mais luxuosas pertencem aos reis, assim como os cavalos mais bonitos e fogosos. O rei cristão e seu embaixador usam chapéus de 2 ou 3 pontas. Todos se trajam de azul, com camisas brancas de mangas largas.  Quando têm poder aquisitivo usam calços de veludo ou de cetim até os joelhos, meias soquetes brancas, botas de cano médio e esporas de rosetas pontudas.</p>
<p style="text-align: justify;">O rei mouro, um capacete dourado, tipo romano. Tanto ele quanto seu séqüito usam saiotes em vez de calções e corpetes do mesmo tecido sobre as camisas. Adornam-se com galões dourados e trazem, no peito, um medalhão. Sobre os ombros, uma capa arredondada.  Seus animais também são adornados.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos os cavaleiros, cristãos e mouros, trazem uma lança também enfeitada com fitas e uma espada na cinta.  Na cabeça do arreio trazem pistolas carregadas de festim.</p>
<p style="text-align: justify;">A arena onde se dá a “batalha” é circular, com aproximadamente cem metros de diâmetro e os guerreiros se encontram simulando um combate, com estranhas e bonitas coreografias. O primeiro combate é com a lança, depois se afastam e travam o segundo, com a pistola e, finalmente com a espada. Antes de terminarem a luta saem de campo. O término será no dia seguinte.</p>
<p style="text-align: justify;">No final das festividades os cristãos vencem a luta e convertem os mouros ao cristianismo.</p>
<p style="text-align: justify;">No segundo dia o combate continua até que os mouros simulam fraqueza e os cristão, exigem sua rendição. Os mouros, então, entregam seus cavalos e suas espadas. Após os diálogos finais os mouros são convertidos e batizados.</p>
<p style="text-align: justify;">            No 3º. Dia, todos festejam a vitória dos cristãos com exibições diversas sobressaindo a “Tira Argolinha”. Nesta exibição, os cavaleiros que concorrem colocam-se em fila, com suas lanças e, dada a partida, disparam para tirar uma argolinha que está pendurada em um fio que é sustentado por duas traves, uma de cada lado do campo de prova.  Os que conseguem a proeza costumam oferece-las às namoradas ou a alguma autoridade presente na arquibancada.  Em troca, o homenageado retribui com uma jóia ou algum dinheiro.</p>
<p style="text-align: justify;">            Tanto do lado mouro como do lado cristão, os exércitos têm uma hierarquia: no posto mais alto, o Rei. Abaixo dele o Embaixador e, em seguida os 10 cavaleiros restantes. Os participantes são fixos e se acontecer a morte ou desistência do Rei o Embaixador toma seu posto e, por sua vez, é substituído por outro cavaleiro. E assim sucessivamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante a Cavalhada aparecem, também, os Mascarados que, como o nome indica,  se vestem com máscaras, roupas coloridas, luvas, fitas, botas etc., cobrindo o corpo de maneira que ninguém o reconheça. Mudam a voz quando pedem bebidas, cigarros, dinheiro, doces aos espectadores e os divertem com acrobacias, cambalhotas e cantorias. São uma atração tão grande quanto os Cavaleiros.</p>
<p style="text-align: justify;">O Mascarado mais comum é aquele que com máscara de cabeça de boi, de diabo e de animais.  Atualmente surgiram os mascarados com máscaras de borracha, principalmente de monstros apresentados no cinema e na tv. Ainda que descaracterizem a festa, não diminuem sua beleza.</p>
<p style="text-align: justify;">Comum também é o mascarado São Caetano, assim chamado por vestir-se e enfeitar seu cavalo com ramas do melão de São Caetano, trepadeira comum no interior do Brasil. Este mascarado se caracteriza por uma mascara de homem com um chifre na testa. Enfim, existem diversos mascarados com nomes e roupas diferentes, mas todos eles representam o povo que não tem acesso à riqueza e à pompa dos cavaleiros, representantes da elite e do poder. Sua origem não é conhecida, mas, provavelmente, foram criados no Brasil, e – é suposição nossa – foram inspirados nos palhaços de feira, ou dos circos de meia lona.</p>
<p style="text-align: justify;">Por curiosidade acrescentamos que eram chamados de “circo de meia lona” aqueles cujos espetáculos eram apresentados num pequeno picadeiro cercado apenas por lona alta, sem cobertura.</p>
<p style="text-align: justify;">Mestre Aurélio define as Cavalhadas como: “Folguedo popular que consta de uma espécie de justa ou torneio.” E são estas justas, estes torneios, como tantas outras manifestações de nosso folclore,  que encantam e preservam as tradições de nossa brava gente brasileira.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span class="lbl">Autor:</span> <span class="phone">Yassír Chediak</span></p>
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