{"id":1405,"date":"2013-05-20T15:31:45","date_gmt":"2013-05-20T18:31:45","guid":{"rendered":"http:\/\/violacaipira.web2201.uni5.net\/?p=1405"},"modified":"2013-05-20T15:31:45","modified_gmt":"2013-05-20T18:31:45","slug":"a-literatura-da-viola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.violacaipira.com.br\/music\/cultura\/a-literatura-da-viola\/","title":{"rendered":"A literatura da viola"},"content":{"rendered":"<div class=\"article\">\n<div class=\"text\">\n<p><span lang=\"\">Autor: Texto enviado por Ari Donato, jornalista reside na cidade de Salvador, Bah\u00eda<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">A viola de arame, de dez cordas dispostas em cinco ordens, aportou no Brasil na metade do s\u00e9culo XVI, a tiracolo dos colonizadores portugueses e dos padres jesu\u00edtas. Os primeiros trouxeram o instrumento para animar folguedos; os outros, para utilizar no processo de catequiza\u00e7\u00e3o do \u00edndio nas terras rec\u00e9m-descobertas. <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">Desde a coloniza\u00e7\u00e3o, diversas cita\u00e7\u00f5es na literatura brasileira testemunham ter sido a viola, se n\u00e3o o mais popular, certamente um dos mais importantes instrumentos no acompanhamento da modinha e do lundu nos s\u00e9culos seguintes. <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">No romance hist\u00f3rico &#8220;As mulheres de mantilha&#8221;, ambientado entre 1763 e 1767, na cidade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro, \u00e0 \u00e9poca capital do Brasil, o escritor fluminense Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882) d\u00e1 depoimento do uso da viola em alegres reuni\u00f5es noturnas da sociedade local. <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">Em um desses agrupamentos, uma mo\u00e7a, ao tomar de uma viola para cantar um lundu, \u00e9 perguntada por um presente qual a raz\u00e3o de n\u00e3o cantar acompanhando-se ao cravo? E o di\u00e1logo, em seguida, vem nestes termos: &#8220;O cravo \u00e9 mais nobre, pertence \u00e0s x\u00e1caras e \u00e0s baladas; o lundu \u00e9 mais plebeu e cabe de direito \u00e0 viola, que \u00e9 o instrumento do povo&#8221;. <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">O lundu \u00e9 canto de origem africana, que teve grande destaque no Brasil do final do s\u00e9culo XVIII ao come\u00e7o do XIX, enquanto a x\u00e1cara, can\u00e7\u00e3o de versos sentimentais, de origem \u00e1rabe, tornou-se popular na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, por volta do s\u00e9culo XVII. <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">O pesquisador de m\u00fasica e radialista baiano de Juazeiro, Perfilino Eug\u00eanio Ferreira Neto, 67 anos, escreveu, em 2000, na apresenta\u00e7\u00e3o da colet\u00e2nea &#8220;Do lundu ao ax\u00e9&#8221;, que o poeta soteropolitano Greg\u00f3rio de Mattos Guerra (1633-1696) &#8220;fazia conquistas amorosas no rec\u00f4ncavo baiano, cantando lundus com versos sa\u00eddos da imagina\u00e7\u00e3o e acompanhando-se numa viola de arame, por ele mesmo improvisada&#8221;. <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">No conto infantil &#8220;A festa no c\u00e9u&#8221;, do folclore brasileiro, \u00e9 relatada a fa\u00e7anha do sapo que voou com o urubu, dentro de uma viola. Ao longo de toda a narrativa, o instrumento \u00e9 citado quase uma dezena de vezes \u2013 algumas vers\u00f5es fazem refer\u00eancia ao viol\u00e3o, mas este instrumento somente passou a ser conhecido do brasileiro por volta de 1830. <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">O cearense Jos\u00e9 de Alencar (1829-1877) tamb\u00e9m escreveu romances hist\u00f3ricos inspirando-se no passado do Brasil, e um deles foi &#8220;Guerra dos Mascates&#8221;, em 1873, onde, em uma das passagens, apresenta o personagem Cosme, v\u00edtima do cacoete, com gesto r\u00e1pido, passar pelos bei\u00e7os a unha do polegar da m\u00e3o direita e esfreg\u00e1-la ao peito, contra a roupa. <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">Para descrever a luta do infeliz personagem, Jos\u00e9 de Alencar vale-se da imagem do violeiro, narrando que, mesmo ap\u00f3s colocar muitos meios em pr\u00e1tica para combater o cacoete, o roedor de unhas &#8220;via com desespero o brejeiro do dedo tocando viola no peito da roupeta&#8221;. O tocador n\u00e3o tange, com a unha do polegar direito, as cordas da viola, apertada contra o peito? <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">Duas d\u00e9cadas antes, o fluminense Manuel Ant\u00f4nio de Almeida (1830-1861) escreveu mais do que o cearense e citou a viola em cerca de 15 passagens no romance &#8220;Mem\u00f3rias de um sargento de mil\u00edcias&#8221;, divulgado pela primeira vez, de junho de 1852 a julho de 1853, em folhetins, e publicado, em 1863, em edi\u00e7\u00e3o p\u00f3stuma. <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">Bom narrador, o fluminense deixa um pouco de falar das caracter\u00edsticas do sargento Leonardo e se aventura, com sorte, a exaltar a m\u00fasica difundida pela viola. Ao descrever o ambiente de uma festa, ele narra: &#8220;(&#8230;) A m\u00fasica \u00e9 diferente para cada uma, por\u00e9m sempre tocada em viola. Muitas vezes o tocador canta em certos compassos uma cantiga \u00e0s vezes de pensamento verdadeiramente po\u00e9tico&#8221;. <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">Igualmente, em um trecho do romance &#8220;A ilustre casa de Ramires&#8221;, de 1900, o escritor portugu\u00eas E\u00e7a de Queiroz (1845-1900) cita, com destaque, a viola de arame: &#8220;E at\u00e9 Videirinha, que de novo afinava a viola, se preparava para um solto descante ao luar, murmurou respeitosamente por entre abafados arpejos: &#8211; N\u00e3o vale a pena, Sr. Doutor&#8230; Realmente n\u00e3o vale a pena, porque em Pol\u00edtica hoje \u00e9 branco, amanh\u00e3 \u00e9 negro, e depois, z\u00e1s, tudo \u00e9 nada!&#8221; Outro fluminense, Raul Pomp\u00e9ia (1863-1895), mesmo que por uma \u00fanica vez, faz alus\u00e3o ao som da viola em &#8220;Uma trag\u00e9dia no Amazonas&#8221;, romance publicado em 1880. Ao falar da alegria na casa do ex-subdelegado Eust\u00e1quio, nos dias do nascimento do seu filho, narra: &#8220;(&#8230;) L\u00e1 dentro, entre suas pobres paredes de barro, m\u00e3os de r\u00fastico, lassas do ferro agr\u00edcola, tiravam das cordas de uma viola acordes cadenciados, de um encanto que s\u00f3 pode avaliar quem j\u00e1 os ouviu, os quais mergulhando na floresta iam suavizar o sono das avezinhas&#8221;. <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">S\u00e3o muitos os romances de autores brasileiros e portugueses onde a viola, como instrumento musical, aparece em meio a personagens, na maioria das vezes com perfil de homem rural, de m\u00e3os r\u00fasticas e marcadas pelo trabalho duro, mas capazes de tirar belas melodias das cordas de arame. T\u00e3o contagiantes essas melodias que no s\u00e9culo XV, em Ponte de Lima (Portugal), procuradores fizeram reclama\u00e7\u00e3o de alguns aspectos que consideraram daninhos ao reino. <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">Citando documentos datados de 1459, o compositor e pesquisador mineiro Roberto Corr\u00eaa, 55 anos, diz em seu livro &#8220;A arte de pontear a viola&#8221;, de 2000, que dentre alguns desses males est\u00e1 registrado que certas pessoas usavam a viola para, tocando e cantando, mais facilmente roubarem as casas e dormirem com as mulheres, filhas e criadas, que, quando &#8220;ouvem o tanger a viola, vamlhes desfechar as portas&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">Tal qual exprimem os versos do poeta baiano Castro Alves (1847-1871) no canto &#8220;Os tr\u00eas amores&#8221;, que est\u00e1 em &#8220;Espumas flutuantes&#8221;:<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">Os tr\u00eas amores <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">1 <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">Minh\u2019alma \u00e9 como a fronte sonhadora<br \/>\nDo louco bardo, que Ferrara chora&#8230;<br \/>\nSou Tasso!&#8230; a primavera de teus risos<br \/>\nDe minha vida as solid\u00f5es enflora&#8230;<br \/>\nLonge de ti eu bebo os teus perfumes,<br \/>\nSigo na terra de teu passo os lumes. ..<br \/>\n&#8211; Tu \u00e9s Eleonora&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">2 <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">Meu cora\u00e7\u00e3o desmaia pensativo,<br \/>\nCismando em tua rosa predileta.<br \/>\nSou teu p\u00e1lido amante vaporoso,<br \/>\nSou teu Romeu&#8230; teu l\u00e2nguido poeta!&#8230;<br \/>\nSonho-te \u00e0s vezes virgem&#8230; seminua&#8230;<br \/>\nRoubo-te um casto beijo \u00e0 luz da lua&#8230;<br \/>\n&#8211; E tu \u00e9s Julieta&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">3 <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">Na vol\u00fapia das noites andaluzas<br \/>\nO sangue ardente em minhas veias rola&#8230;<br \/>\nSou D. Juan!&#8230; Donzelas amorosas,<br \/>\nV\u00f3s conheceis-me os trenos na viola!<br \/>\nSobre o leito do amor teu seio brilha&#8230;<br \/>\nEu morro, se desfa\u00e7o-te a mantilha&#8230;<br \/>\nTu \u00e9s &#8211; J\u00falia, a Espanhola!. . . <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">E em &#8220;Maria&#8221; e &#8220;O bandolim da desgra\u00e7a&#8221;, ambos em &#8220;Cachoeira de Paulo Afonso&#8221;: Maria <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">Onde vais \u00e0 tardezinha,<br \/>\nMucama t\u00e3o bonitinha,<br \/>\nMorena flor do sert\u00e3o?<br \/>\nA grama um beijo te furta<br \/>\nPor baixo da saia curta,<br \/>\nQue a perna te esconde em v\u00e3o&#8230;<br \/>\nMimosa flor das escravas!<br \/>\nO bando das rolas bravas<br \/>\nVoou com medo de ti!&#8230;<br \/>\nLevas hoje algum segredo&#8230;<br \/>\nPois te voltaste com medo<br \/>\nAo grito do bem-te-vi!<br \/>\nSer\u00e3o amores deveras?<br \/>\nAh! Quem dessas primaveras<br \/>\nPudesse a flor apanhar!<br \/>\nE contigo, ao tom d\u2019aragem,<br \/>\nSonhar na rede selvagem&#8230;<br \/>\n\u00c0 sombra do azul palmar!<br \/>\nBem feliz quem na viola<br \/>\nTe ouvisse a moda espanhola<br \/>\nDa lua ao frouxo clar\u00e3o&#8230;<br \/>\nCom a luz dos astros \u2014 por c\u00edrios,<br \/>\nPor leito \u2014 um leito de l\u00edrios&#8230;<br \/>\nE por tenda \u2014 a solid\u00e3o! <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">O bandolim da desgra\u00e7a <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">Quando de amor a Americana douda<br \/>\nA moda tange na febril viola,<br \/>\nE a m\u00e3o febrenta sobre a corda fina<br \/>\nNervosa, ardente, sacudida rola.<br \/>\nA gusla geme, s\u2019estorcendo em \u00e2nsias,<br \/>\nRompem gemidos do instrumento em pranto&#8230;<br \/>\nChoro indiz\u00edvel&#8230; comprimir de peitos&#8230;<br \/>\nQueixas, solu\u00e7os&#8230; desvairado canto!<br \/>\nE mais dorida a melodia arqueja!<br \/>\nE mais nervosa corre a m\u00e3o nas cordas!&#8230;<br \/>\nAi! tem piedade das crian\u00e7as louras<br \/>\nQue solu\u00e7ando no instrumento acordas!&#8230;<br \/>\n&#8220;Ai! tem piedade dos meus seios tr\u00eamulos&#8230;&#8221; <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">Diz estalando o bandolim queixoso. <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">&#8230; E a m\u00e3o palpita-lhe apertando as fibras&#8230;<br \/>\nE fere, e fere em dedilhar nervoso!&#8230;<br \/>\nSobre o rega\u00e7o da mulher trigueira,<br \/>\nDoida, cruel, a execu\u00e7\u00e3o delira!&#8230;<br \/>\nEnt\u00e3o \u2014 co\u2019as unhas cor-de-rosa, a mo\u00e7a,<br \/>\nQuebrando as cordas, o instrumento atira!&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">Onde vais \u00e0 tardezinha,<br \/>\nMucama t\u00e3o bonitinha,<br \/>\nMorena flor do sert\u00e3o?<br \/>\nA grama um beijo te furta<br \/>\nPor baixo da saia curta,<br \/>\nQue a perna te esconde em v\u00e3o&#8230;<br \/>\nMimosa flor das escravas!<br \/>\nO bando das rolas bravas<br \/>\nVoou com medo de ti!&#8230;<br \/>\nLevas hoje algum segredo&#8230;<br \/>\nPois te voltaste com medo<br \/>\nAo grito do bem-te-vi!<br \/>\nSer\u00e3o amores deveras?<br \/>\nAh! Quem dessas primaveras<br \/>\nPudesse a flor apanhar!<br \/>\nE contigo, ao tom d\u2019aragem,<br \/>\nSonhar na rede selvagem&#8230;<br \/>\n\u00c0 sombra do azul palmar!<br \/>\nBem feliz quem na viola<br \/>\nTe ouvisse a moda espanhola<br \/>\nDa lua ao frouxo clar\u00e3o&#8230;<br \/>\nCom a luz dos astros \u2014 por c\u00edrios,<br \/>\nPor leito \u2014 um leito de l\u00edrios&#8230;<br \/>\nE por tenda \u2014 a solid\u00e3o! <\/span><\/p>\n<p><span lang=\"\">Assim, Desgra\u00e7a, quando tu, maldita!<br \/>\nAs cordas d\u2019alma delirante vibras&#8230;<br \/>\nComo os teus dedos espeda\u00e7am rijos<br \/>\nUma por uma do infeliz as fibras!<br \/>\n\u2014 Basta \u2014, murmura esse instrumento vivo.<br \/>\n\u2014 Basta \u2014, murmura o cora\u00e7\u00e3o rangendo,<br \/>\nE tu, no entanto, num rasgar de art\u00e9rias,<br \/>\nFeres lasciva em dedilhar tremendo.<br \/>\nCren\u00e7a, esperan\u00e7a, mocidade e gl\u00f3ria,<br \/>\nAos teus arpejos, \u2014 gemebundas morrem!&#8230;<br \/>\nResta uma corda&#8230; \u2014 a dos amores puros \u2014 &#8230;<br \/>\nE mais ardentes os teus dedos correm!&#8230;<br \/>\nE quando farta a cortes\u00e3 cansada<br \/>\nA pobre gusla no tapete atira,<br \/>\nQue resta?&#8230; \u2014 Uma alma \u2014 que n\u00e3o tem mais vida!<br \/>\nOlhos \u2014 sem pranto! Desmontada \u2014 lira!!!<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor: Texto enviado por Ari Donato, jornalista reside na cidade de Salvador, Bah\u00eda A viola de arame, de dez cordas dispostas em cinco ordens, aportou no Brasil na metade do s\u00e9culo XVI, a tiracolo dos colonizadores portugueses e dos padres jesu\u00edtas. 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